16 abril 2016

CIDADANIA TAMBÉM É BELEZA!

Quando vamos analisar o idoso como um todo, deve-se lembrar de uma questão que 
é pouco observado por nós que estamos longe dos nossos sessenta e poucos anos!  
Quando se fala  aposentadoria, nós jovens pensamos no receber dinheiro sem trabalhar, 
ou por ter trabalhado de mais pensam aqueles perto dos cinquenta!  
A situação dificilmente é exposta com clareza, fica apenas subentendido em quem 
vive da dependência do INSS.






Como é difícil envelhecer, e se envelhecer já é complicado, imaginem então quando somamos isso a uma aposentadoria. 
Calma lá, antes de se aposentar trabalhe os anos pedido pelo governo, pague seu imposto e caso queira que sua aposentadoria valha mais que um saco de batatas, pague a mais para isso! 
Quando você envelhecer cada ruga em seu rosto, será uma lembrança de toda uma vida, 
suas mãos calejadas são resultado de dias e noites de trabalho arduo, 

e não pense que a dor na lombar aparecerá só para o Sr. José, você aí tem 20 e poucos e
 já reclama muito no twitter que sua coluna não colabora, imagina na velhice?
A tua significância na sociedade será reduzida, você votará se quiser, se não quiser tudo bem, 
você deve estar velho demais para pensar não é mesmo? NÃO.
Os idosos a partir do momento que passam a receber sua suada e merecida aposentadoria, 
são praticamente excluídos de uma sociedade preconceituosa, que esquece que o futuro chega.

Aqueles que eram ativos, e trabalharam a vida toda, são declarados como inválidos, 
como não-funcionais para uma sociedade, para um governo e país. 

Isso tudo é caso você consiga se aposentar tá? Reza, ore, 
faça o que tua fé permitir para que não fique anos em 
uma fila de espera para que o governo analise seu caso,
 é como se eles decidissem se você merece ou não receber pelo o 
que produziu para o país.
 E o tempo limite de espera? Ah, meus queridos, a cova é o limite! 
Enquanto escrevo este texto consigo escutar os pensamentos 
dos meus interlocutores, 
“E EU COM ISSO?”
E você com isso? Você irá envelhecer seus cabelos, 
se não caírem, brancos vão ficar!
 Suas articulações não vão lhe ajudar como hoje, 
ninguém terá paciência de lhe explicar como mexer num aplicativo novo,
ou sei lá o que será inventado até lá, 
só sei que nós vamos envelhecer.
Talvez o músico da atualidade, não que eu ache, mas é o título que ele recebe, 
Luan Santana esteja errado,
 talvez você não vá estar sentado em uma cadeira de balanço, 
às vezes vai ser na fila para reconhecer que você ainda existe, 
para então continuar a receber os seus direitos. 
Talvez você seja o alvo do irritadinho que pede para você acelerar no trânsito 
e diz que seu lugar é em casa de repouso
ou além de tudo o que você tem que passar quando se torna idoso,


tenha que estacionar mais longe porque alguém estacionou na vaga preferencial.
 O FUTURO VAI CHEGAR.
Quando nos colocamos na posição dessas pessoas que já passaram por tantas histórias, 
lutas e derrotas na vida percebemos como vivemos em um sistema 
em que há muito que melhorar. 
Até quando eles podem esperar para ter um benefício justo?
 Até quando serão tratados como um peso para sociedade? 
Afinal, é com nosso dinheiro que o governo paga a aposentadoria, 
mas ninguém vê que isso irá retornar. 
Você irá se aposentar com saúde e em forma, ou não.
Você não será mais útil para uma sociedade inteira, 
sua família irá te super proteger apenas porque seus joelhos doem.
O nosso desejo aqui, é que no futuro não vejamos a aposentadoria 
como invalidez
como um pagamento para alguém sair da sociedade, dinheiro para excluir ninguém. 
Desejamos que todos nós tenhamos oportunidade de viver nossos direitos, 
mas também nossos deveres. 
Que cada dia seja mais comum ter saúde aos sessenta, setenta, oitenta anos!



Que a imagem da vovó sem dente saia da mente de todos e 
que cada vez mais possamos reconhecer que aposentar 
talvez seja a oportunidade de aproveitar a vida, de cuidar de nós mesmos,
 de usar o tempo gasto para os contratempos do passado ao nosso favor!
 O futuro vai chegar.
                     







Até a próxima! Não esqueçam de me seguir nas redes sociais @juubariani

Texto por: Jú Bariani


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